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domingo, 2 de outubro de 2011

RUTH ESCOBAR


A situação é mais triste ainda, pelo fato dela possuir patrimônio e não receber os cuidados necessários… ABSURDO!
RUTH ESCOBAR
Primeiro foi o Alzheimer, que pouco a pouco se apropriou da memória de Ruth Escobar, 75. A atriz e produtora cultural luso-brasileira foi fundamental para o desenvolvimento do teatro moderno do país. Concebeu, entre outras obras, o primeiro festival internacional do gênero, apresentando ao país o trabalho de Bob Wilson e Jerzy Grotowski, entre outros encenadores de prestígio mundial.
A artista foi diagnosticada com a doença em 2000, um ano antes de criar uma versão de “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões, seu último trabalho nos palcos, como produtora.
Agora é a memória de seu legado cultural que, segundo Inês Cardoso, uma das filhas de Ruth Escobar, está em deterioração. Cardoso aponta negligência na administração do patrimônio da artista, que ficou a cargo do escritório de advocacia Pinheiro Sales após determinação da Justiça, há cerca de cinco anos. “Programas de espetáculos, folhetos, fotos, está tudo estragando por conta de umidade e sujeira em uma das casas da minha mãe, na rua Treze de Maio”, diz Inês à Folha.
“Está tudo caindo aos pedaços. Tive que brigar para convencer a curadora a trocar o piso de madeira do terraço. No estado em que estava, poderia machucar alguém”, completa.
O escritório foi procurado pela Folha, mas nenhum de seus advogados se manifestou. Segundo foi informado, apenas a advogada Marília Bueno Pinheiro Franco pode responder pelo caso. No momento, segundo o escritório, ela está inacessível, numa viagem.
Inês visita a mãe toda as manhãs. Conta que Ruth Escobar está bastante debilitada. “A doença começou a se alastrar a memória. No início, minha mãe esqueceu o repertório das palavras. Há pouco tempo, também desaprendeu a mastigar.”
Segundo diz, há seis meses, com o Alzheimer em estado avançado, a artista deixou de sair de casa e, há cerca de quatro meses, depois de levar um tombo, Ruth Escobar pouco se levanta da cama. “Ela está mais magrinha, perdeu a tonicidade dos músculos”, explica a filha.
Inês se comunica com a mãe colocando canções de Edith Piaf ou Billie Holiday para ela escutar. “Não sei dizer se ela me reconhece. Nunca vou saber”, diz.
FACEBOOK
Nesta quarta (28), outra filha de Ruth Escobar, Patrícia, postou no Facebook uma foto da mãe, debilitada, com mensagens sobre o tratamento dispensado a Escobar e aos herdeiros.
“A Dignidade de uma Senhora, que fez tanto pela cultura e pela Politica Cultural e direitos das minorias..hoje ela sequer tem plano de Saúde ou um Médico que a acompanhe..é apenas atendida pelo Sus..enquanto isso..os que detem suas contas….”
“preciso é de um Promotor Publico..sério…!!”, “um Promotor..que queira ler o caso..o processo..e me explique porque ainda não foi julgado..por que tudo isso tem que acontecer..?? Por que ela esta sem plano de saúde e sem um médico dos bons a acompanhando..e a curadora paga 2000 reais po…r mês à uma secretaria particular..que tem emprego na secretaria de cultura do municipio de São Paulo..e só aparece duas vezes por mes por lá..e leva esses 2000 reais..e mamãe não tem plano de saúde?? e por que não tem enfermeiras formadas..só cuidadoras..e por que manter-la naquela mansão que esta caindo aos pedaços..pois não tem manutenção devida..e não a colocam em uma excelente clinica especializada..?? eu sei..eles querem a herança…eu sei disso tudo..tá tudo no processo..sete volumes..e nada de julgamento..e vistas grossas..vistas que não querem ver..!! Os poucos que defendem meus meio irmãos…com certeza tem uma conta bancária mais gorda..eu digo..follow the money..e as mascaras cairão..!”
“entrei com a interdição em maio de 2006..e ela foi diagnosticada em 2000…desde lá a casa vem caindo..e eu não sou golias..sou Davi..mas..cadê minha pedra??”
“é preciso divulgar..partilhar esse escândalo..passar adiante..os políticos sumiram..os amigos também…só ficaram umas serpentes bem venenosas..por perto..que ainda reforçam a atitu…de dos meus meios irmãos..pessoas que me deixam com uma pulga atras da orelha..penso que essa gente também esta recebendo propinas..pra os defender..numa conspiração para que ela não possa suportar muito e faleça brevemente..eles querem partilhar a herança..esquecem-se que eu não assino nada..nem agora nem depois..antes que me mostrem aonde foi para todo o dinheiro e por que ela esta neste estado..quero justiça..quero que eles paguem nos termos da lei..por tão grande abuso e maldade..e preciso de ajuda para que agora consiga tirar-la da custódia deles e colocar-la em uma clínica descente e com médicos e enfermeiras..isso é Urgente..pois acho que do jeito que esta ela não sobrevive por muito tempo..”
Interior da casa da atriz e produtora cultural Ruth Escobar na av. Treze de Maio, em SP; família aponta negligência.
fonte: Folha.com

domingo, 25 de setembro de 2011

MUSICOTERAPIA


MUSICOTERAPIA-ESCOLA DE MÚSICA-INC-UFMG NO CENTRO DE INVESTIGAÇÃO EM ESCLEROSE MÚLTIPLA- CIEM-HC-UFMG

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MUSICOTERAPIA-ESCOLA DE MÚSICA-INC-UFMG NO CENTRO DE INVESTIGAÇÃO EM ESCLEROSE MÚLTIPLA- CIEM-HC-UFMG 
Profa. Dra Cybelle Loureiro
cybelle.loureiro@musica.ufmg.br
O atendimento de musicoterapia nas patologias de origem neurológica busca investigar o impacto do estímulo musical, percebido ou produzido, como elemento mediador de respostas não musicais afetivas, cognitivas, sensoriais e motoras. Através da terapia de grupo estudamos desde 2006 os efeitos dessa forma de atendimento clínico na qualidade de vida geral dos nossos pacientes portadores de esclerose múltipla, neurite óptica e neuromielite óptica. Buscamos promover comportamentos sensíveis de mudanças na auto-estima e autoconfiança dos nossos pacientes que são praticados em exercícios individuais ou interativos, integrados à música seja pela escuta ou através do uso de vários instrumentos musicais. Uma das perguntas mais comuns sobre musicoterapia é se o paciente necessita saber música para fazer musicoterapia. A resposta é não. Para realizar o tratamento é necessário somente que o paciente expresse o desejo de ser ajudado. Os atendimentos são realizados todas as segundas-feiras das 9 horas às 11h30min, no Laboratório do Movimento da Escola de Medicina da UFMG. Inclui a participação dos alunos estagiários e alunos bolsistas do Curso de Musicoterapia da Escola de Música da UFMG, na observação e aprendizagem nos atendimentos da musicoterapeuta responsável Profa. Dra Cybelle Loureiro. 

Referencias:
http://www.ciem.com.br/?o=pesquisas
http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/ECJS-7YUGLQ/1/cybelle_maria_veiga_loureiro.pdf

sábado, 27 de agosto de 2011

VIVER BEM - FAZ BEM


Neste sábado, a partir das 10h, será lançada em São Paulo a campanha "Viver bem, Faz bem", em comemoração ao Dia Nacional  da Esclerose Múltipla, celebrado em 30 de agosto. 

A atividade, que contará com portadores da doença que atinge 30 mil brasileiros, será focada nos cinco sentidos (tato, visão, audição, olfato e paladar). O objetivo da ação é mostrar a importância de terapias complementares na geração de bem-estar e melhora da qualidade de vida dos portadores de EM.
Iniciativa da Biogen Idec, o evento será realizado no Clube Transatlântico e deve reunir aproximadamente 100 portadores de EM que durante todo o dia, acompanhados por familiares e cuidadores, passarão por oficinas de musicoterapia, arteterapia, nutrição, atividade corporal, aromaterapia e relaxamento.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Esclerose Múltipla alcança benefícios com Tai Chi Chuan e Qi Gong Criado em: 24/08/2011 09:32:08 por Adriana De Donato


acientes com Esclerose Múltipla alcançam benefícios com Tai Chi Chuan e Qi GongA Esclerose Múltipla é uma desordem caracterizada pelo espasmo muscular, perda de sensibilidade periférica, incontinência, perda de equilíbrio, fadiga e disfunção cognitiva. Pode ocorrer na forma de episódios agudos ou seguir um padrão crônico. Existem dados que sugerem que a desordem seja causada pelo ataque ao sistema nervoso central pelo sistema imunológico, causando inflamação e destruição da camada de mielina. Ainda não se conhece sua cura – alguns medicamentos são capazes de aliviar os sintomas.

A combinação da Terapia Psicológica, Ocupacional e Fisioterapia parece ser útil na redução da fadiga e da severidade dos sintomas. Contudo, ainda é raro o oferecimento sistêmico/governamental destas técnicas por longos períodos. Em contrapartida, o Tai Chi Chuan tem se tornado cada vez mais acessível ao público.
O Tai Chi considera tanto os aspectos físicos quanto a atitude psicológica, tendo se provado muito eficaz na melhoria do equilíbrio, da postura, da flexibilidade, do vigor, da pressão sanguínea diastólica, da força muscular e do bem-estar geral.
Neste trabalho, foi desenvolvido um programa de intervenção baseado em exercícios fundamentais do Tai Chi. O programa não tinha a intenção de ensinar aos voluntários as posturas complexas associadas à prática de longo prazo, mas sim focar nos princípios fundamentais do equilíbrio, do movimento, da consciência sensorial e da respiração. Tais princípios são conhecidos como Qi Gong, cuja tradução literal significa cultivo da energia. O programa também incluía a Tui Na, uma automassagem relativa ao Qi Gong.
Os voluntários portadores de Esclerose Múltipla previamente diagnosticada passaram por seis sessões individuais de Tai Chi Chuan, recebendo instruções para a prática diária em casa de, no mínimo, 30 minutos. Questionários específicos foram respondidos imediatamente antes e depois de cada intervenção.
A Esclerose Múltipla tem um mecanismo imprevisível, sendo este um fator que dificulta a avaliação da eficácia dos tratamentos propostos. Os resultados apresentaram padrões interessantes, como a melhoria do aspecto depressivo, em função da sensação de “poder fazer algo”, dando ao indivíduo o senso de domínio sobre si mesmo. Melhorias em equilíbrio foram obtidas por quase todos os voluntários. Além disso, observou-se melhoras em caminhadas, quer fosse em distância percorrida ou na capacidade de ficar em pé.
-O Chi Kung no Chinês Simplificado: 气功; Chinês Tradicional: 氣功; pinyin : Qìgong; é um termo de origem chinesa que se refere ao trabalho ou exercício de cultivo da energia. Estes exercícios tem a finalidade de estimular e promover uma melhor circulação de energia Chi (energia vital) no corpo.
Podem ser destacados entre os sistemas de Chi Kung mais conhecidos na atualidade as seguintes práticas:
  • Baduanjin : oito peças de brocado
  • Zhan Zhuang : permanecer quieto como uma árvore
  • Yijinjing : renovação dos músculos e tendões
  • Wuqinxi : o jogo dos cinco animais
  • Lian Gong:O Dr. Zhuang complementou esta prática desenvolvendo mais 2 sequências de 18 exercícios:
    • A 1ª sequência é conhecida como "18 Terapias Anterior", dividida em 3 séries
      • 1ª série: Exercícios para a prevenção e tratamento de dores no pescoço e ombros
      • 2ª série: Exercícios para a prevenção e tratamento de dores nas costas e região lombar
      • 3ª série: Exercícios para a prevenção e tratamento de dores nos glúteos e nas pernas
    • A 2ª sequência é conhecida como "18 Terapias Posterior", dividida em 3 séries*
    • A 3ª sequência é conhecida como "I Qi Gong", planejada para fortalecer as funções do coração-pulmão e previnir e tratar infecções dasvias respiratórias.
    Os exercícios são praticados seguindo o ritmo de músicas tradicionais chinesas.
  • Chan Si Gong : enrolar o fio de seda



O Espargírica respeita a Lei 9610/98, Lei do Direito Autoral, referenciando a fonte completa da informação:N. Mills, J. Allen, S.C. Morgan, Does Tai Chi/Qi Gong help patients with Multiple Sclerosis?, Journal of Bodywork and Movement Therapies, 4(1), 2000, 39-48.
Para saber mais sobre Espargírica: Blogs

domingo, 7 de agosto de 2011

UM PASSEIO QUE VALE SER FEITO



JARDIM BOTÂNICO - RIO DE JANEIRO


Jardim Botânico localiza-se no bairro de mesmo nome, na zona sul da cidade doRio de JaneiroBrasil.
Uma das mais belas e bem preservadas áreas verdes da cidade, é um exemplo
da diversidade da flora brasileira e estrangeira. Nele podem ser observadas cerca de 6.500 espécies
(algumas ameaçadas de extinção), distribuídas por uma área de 54hectares, ao ar livre e em estufas.
O Jardim abriga ainda monumentos de valor históricoartístico e arqueológico, além de um importante
centro de pesquisa, que inclui a mais completa biblioteca do país especializada em botânica, com mais de 32 mil volumes.


Local agradável, lindo, amplo com bastante tranquilidade para se passear e estar em contato com a natureza, sem qualquer contratempo para portadores de deficiência.

Existem rampas e o local é bem plano, podendo se locomover em cadeiras de rodas por todo Jardim.


Banheiro: adptável

Foram mantidas as gratuidades  anteriormente previstas para:

Portadores de deficiência com um acompanhante e

crianças de até 7 anos e adultos a partir de 60 anos,

residentes no Brasil ou em outros países que fazem parte do Mercosul.

O ingresso para entrada no arboreto do Jardim Botânico agora custa R$ 6,00 (seis reais).

O estacionamento

Entrada com prioridade e estacionamento reservado para portadores de deficiência.

R$ 7,00 (sete reais) para automóveis de até cinco assentos,

R$ 5,00 (cinco reais) para motocicletas 

R$ 10,00 (dez reais) para veículos com capacidade superior a cinco assentos.

Os preços das mudas seguem a tabela abaixo:

Ornamentais (unid.) R$ 2,00
Árvores de rápido crescimento e frutíferas R$ 3,00
Palmeiras de rápido crescimento (unid.) R$ 5,00
Árvores Mudas nobres (unid.) R$ 5,00
Palmeiras raras (unid.) R$ 7,00
Pau-mulato (unid.) R$ 6,00
Pau-brasil (unid.) R$ 8,00
Ornamentais raras (unid.) R$ 5,00

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Pesquisa testa tratamento de esclerose com células-tronco


Um grande teste clínico analisará o possível tratamento da esclerose múltipla com células-tronco, para estabelecer se elas podem conter e reverter o dano cerebral causado pela doença.
A pesquisa, na qual participarão 200 pacientes de todo o mundo, será liderada por cientistas do Imperial College de Londres. Eles receberam fundos da Sociedade de Esclerose Múltipla e da Fundação de Células-Tronco do Reino Unido para começar o teste no final deste ano.
Os especialistas tomarão células-tronco da medula óssea dos pacientes, depois as tratarão em laboratório e voltarão a injetar na corrente sanguínea, segundo os detalhes do teste divulgados nesta sexta-feira no Reino Unido.
Os pesquisadores esperam que as células-tronco encontrem um caminho até o cérebro para que possam reparar o dano causado pela doença, que causa lesões crônicas no sistema nervoso central e cujas causas são desconhecidas.
O pesquisador chefe do estudo, Paolo Muraro, disse hoje que esta é a primeira vez que os especialistas se unem para provar células-tronco em esclerose múltipla em um teste de grande escala.
Os cientistas trabalharão em laboratórios em Londres e Edimburgo, onde cultivarão as células-tronco.
"O projeto de pesquisa de Muraro representa o primeiro teste deste tipo feito pelo Reino Unido sobre o uso de células-tronco para o tratamento da doença", afirmou nesta sexta o presidente da Fundação de Células-Tronco do Reino Unido.
29/07/2011 - 19h46

Os resultados da avaliação dos resultados primário esecundário e exploratória será alcançada a nível nacional pelas clínicas individuais, mas sobretudo a nível internacional com base em dados gerais obtidos a partir dos resultados de todos os estudos nacionais. O estudo vai reunir os resultados obtidosa partir de diferentes centros clínicos, assim, superar as limitações de pequenos ensaios clínicos e proporcionandopoder estatístico suficiente para tirar conclusões sobre asegurança e eficácia do transplante autólogo de células mesenquimais em MS.

Para avaliar a segurança da infusão de células-tronco mesenquimais, o estudo irá avaliar o tempo de início ea gravidade de eventos adversos em pacientes com EM tratados.Além disso, vamos avaliar a eficácia do tratamento experimentalcom CTMs em combinação com os dados coletados através da atividade de RM, a atividade clínica (taxas de recidiva eprogressão de incapacidade) ea presença de marcadores imunológicos específicos.

"Este é o primeiro estudo a analisar os efeitos clínicos daadministração de células-tronco mesenquimais em um pátiogrande de pessoas com esclerose múltipla, proporcionando assim uma oportunidade única para determinar o potencial terapêutico das células-tronco adultas em um estudorigorosamente controlado", diz Anthony Bird.

"Este estudo também vai fornecer informações importantes sobre mecanismos de ação de permitir que as células-troncopara entender se MSCs pode bloquear a inflamação no sistemanervoso central e estimular o abrigo do tecido nervoso", diz Freedman.

Segundo o Dr. Paolo Muraro Imperial College London, que liderou o estudo de Inglês, esta abordagem irá fornecer um novo método de executar multi-não-acadêmicos estudos patrocinados por empresas farmacêuticas ou por agências de financiamento individual.
 
Per informazioni Numero Verde 800.803028  - Sito internet: www.aism.it


sábado, 30 de julho de 2011

USA -- Pesquisa testa tratamento de esclerose com células-tronco

 Um grande teste clínico analisará o possível tratamento da esclerose múltipla (EM) com células-tronco, a fim de estabelecer se elas podem conter e inclusive reverter o dano cerebral ocasionado pela doença.
A pesquisa, na qual participarão 200 pacientes de todo o mundo, será liderada por cientistas do Imperial College de Londres, que receberam fundos da Sociedade de EM e da Fundação de Células-Tronco do Reino Unido para começar o teste no final deste ano.
Os especialistas tomarão células-tronco da medula óssea dos pacientes, depois as tratarão em laboratório e voltarão a injetar na corrente sanguínea, segundo os detalhes do teste divulgados nesta sexta-feira no Reino Unido.
Os pesquisadores esperam que as células-tronco encontrem um caminho até o cérebro para que possam reparar o dano causado pela EM, uma doença que causa lesões crônicas no sistema nervoso central e cujas causas são desconhecidas.
O pesquisador chefe deste estudo no Imperial College, Paolo Muraro, disse nesta sexta-feira que esta é a primeira vez que os especialistas se unem para provar células-tronco em EM em um teste de grande escala.
Os cientistas trabalharão em laboratórios em Londres e Edimburgo, onde cultivarão as células-tronco.
"O projeto de pesquisa de Muraro representa o primeiro teste deste tipo feito pelo Reino Unido sobre o uso de células-tronco para o tratamento de EM", afirmou nesta sexta-feira o presidente da Fundação de Células-Tronco do Reino Unido.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cerca de 9 mil brasileiros que sofrem do problema poderão ter acesso ao tratamento



THAÍS SABINO
A esclerose múltipla - doença que agride e lesiona o sistema nervoso central - ganhou um novo tratamento mais eficaz e com menos efeitos colaterais. O medicamento usado na Europa e Estados Unidos começou a ser oferecido gratuitamente pelas Secretarias Estaduais de Saúde em julho. A terapia é indicada para os casos mais agressivos da doença. Além de ser mais potente do que os remédios já utilizados no País, o Natalizumabe traz mais comodidade ao paciente, pois ao invés da medicação acontecer diariamente ou semanalmente, a droga é aplicada apenas uma vez ao mês.
De acordo com o neurologista Rodrigo Barbosa Thomaz, do Centro de Atendimento e Tratamento da Esclerose Múltipla, o método é usado na Europa e Estados Unidos desde 2007. "A FDA aprovou o tratamento em 2007, a Anvisa em 2008 e a partir deste mês o remédio já começa a ser recomendado pelos médicos". O paciente com diagnóstico grave de esclerose ou que não responder aos demais medicamentos será encaminhado à nova terapia que estará disponível no Brasil todo. "A pessoa retira o remédio em um posto de saúde e depois procura uma clínica ou hospital para a aplicação na veia", explicou Thomaz.
Cerca de 9 mil brasileiros que sofrem do problema poderão ter acesso ao tratamento. A tecnologia já foi usada por mais de 75 mil pessoas em 60 países. Desde 2007, apenas 130 casos de complicações foram registrados. De acordo com o neurologista, o tratamento diminui a imunidade das células no corpo. "A pessoa pode pegar uma infecção viral que atinge o cérebro, onde o ambiente está desprotegido", informou ele. No entanto, ele ressaltou que os métodos de combate à doença já difundidos no Brasil têm uma maior quantidade de efeitos colaterais, como reações gripais, alterações de humor, danos no fígado e irritações na pele.
No Brasil, cerca de 200 pacientes brasileiros já iniciaram a terapia, sem apresentar problemas. Segundo Thomaz, o tratamento funciona a partir de anticorpos monoclonais. O Natalizumabe inibe uma molécula da superfície do linfócito, que permite a entrada e alojamento do glóbulo branco no cérebro. "Os linfócitos que causam a doença, se eles não conseguem entrar no cérebro, não provocam as lesões", explicou o neurologista. Apesar da eficácia comprovada, o tratamento não tem tempo de término previsto.
A doença
Estima-se que 30 mil brasileiros convivam com o problema. A esclerose múltipla provoca inflamação e destruição da estrutura que envolve o neurônio. A doença pode resultar em déficit cognitivo, cansaço e deficiência física grave que compromete a locomoção.
Em alguns casos, a pessoa fica dependente de muletas e até de cadeira de rodas. A dormência dos membros, visão embaçada, redução da mobilidade e desequilíbrio estão entre os principais sintomas.
Cerca de 9 mil brasileiros que sofrem do problema poderão ter acesso ao tratamento. Foto: Getty ImagesFoto: Getty Images

segunda-feira, 11 de julho de 2011

‘Quero e vou voltar a fazer tudo como antes’

Cláudia Rodrigues sobre esclerose múltipla: ‘Quero e vou voltar a fazer tudo como antes’
On June 1, 2011, in Neurologia, by admin
Fonte: Extra Online


Humorista consagrada por personagens como a Ofélia, do “Zorra Total”, ou a Marinete da série “A diarista”, Cláudia Rodrigues não deixa de fazer graça nem com a própria saúde. A atriz arrancou risadas dos participantes do 1 Encontro de Pacientes e Cuidadores, organizado pela Biogen Idec, no último sábado, em São Paulo, para portadores de esclerose múltipla. Cláudia tem a doença há dez anos e voltou à TV no mês passado, depois de um surto em 2009.



— Estava fazendo uma peça de teatro e comecei a sentir uma dormência no braço. Fiz os exames e veio o diagnóstico. Aí eu perguntei para o médico: “Vou poder ser mãe?”, e ele disse que sim. “Posso ir embora, então?”, brinquei. Essa era a única coisa que me importava — contou.

A tão sonhada filha chegou um ano depois. Hoje, é com Iza que ela brinca de quebra-cabeças para reforçar a memória, que às vezes falha. O surto há dois anos deixou a atriz temporariamente fora das telinhas.

— Fiquei muito feliz de voltar a fazer a Ofélia. Mas ainda acho que não está tão bom. Eu quero e vou voltar a fazer tudo como antes. Ninguém precisa ser tratado como coitadinho porque tem esclerose múltipla — afirmou Cláudia.

Saiba mais sobre a doença:

O que é?

Doença inflamatória crônica que afeta o sistema nervoso central. Atinge principalmente mulheres com até 40 anos. Há 30 mil pessoas com a doença no país.

Causas

Predisposição genética parece ser a principal causa.

Sintomas

Tontura, perda de sensibilidade e de coordenação motora e dificuldade visual, que persistam por mais de um dia sem razão aparente.

O que fazer?

Quem tem de 20 a 40 anos e apresenta esses sintomas deve ir a um neurologista.

Esclerose múltipla sob controle

Recém-aprovada no país, nova droga breca os ataques autoimunes ao sistema nervoso e dá aos portadores do problema em fase mais avançada uma chance de voltar a ter uma vida normal


A esclerose múltipla é uma doença autoimune sorrateira, que provoca uma espécie de curto-circuito nervoso. E assim desencapa os neurônios responsáveis pela troca de informações da central de comando com o resto do corpo, comprometendo, em questão de anos ou décadas, funções como a fala, a visão, a memória e a locomoção. Os responsáveis por esse tilt são alguns agentes tresloucados do sistema de defesa, que começam a agredir as bainhas de mielina, capas de gordura que revestem a cauda das células nervosas, e criam lacunas de conexão em sua rede de comunicação. A boa notícia é que o arsenal terapêutico ganha um novo aliado para amenizar os efeitos dessa falha no hardware: uma droga capaz de preservar os fios nervosos encapados.

O medicamento, testado em 75 mil pacientes mundo afora, traz esperança sobretudo a pessoas com o tipo remitente-recorrente do distúrbio, que representa 85% dos casos e ainda não tem cura. O remédio se chama natalizumabe, um anticorpo injetável desenvolvido pelos laboratórios Biogen Idec, dos Estados Unidos, e Elan, da Irlanda. Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária desde 2008, ele recebeu em 2010 a chancela para integrar as diretrizes terapêuticas da esclerose múltipla reconhecidas pelo Ministério da Saúde e deve ser liberado, em breve, a pacientes do Sistema Único de Saúde. "O natalizumabe tem entre 70 e 80% de eficácia na redução das inflamações do sistema nervoso, contra 30 a 40% dos fármacos convencionais", atesta o neurologista Rodrigo Thomaz, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Segundo ele, pelo menos 200 pessoas já fizeram o tratamento no Brasil, entre elas a atriz Cláudia Rodrigues, que acaba de voltar à TV depois de mais de um ano afastada. A droga concede a indivíduos em estágio mais avançado da doença a oportunidade de não passar o resto da vida em uma cama. "A indicação do remédio, porém, deve acontecer apenas depois de tentativas com a terapia à base de imunomoduladores, as drogas de primeira escolha", observa Thomaz. Isso porque, apesar de tanto benefício, a terapia com o natalizumabe também prevê riscos, especialmente o de infecções oportunistas graves. "Essa é a razão de ele só ser aplicado em centros de referência em esclerose múltipla, habilitados para monitorar os pacientes", diz o neuro.

A esclerose múltipla costuma se manifestar em pessoas na faixa de 20 a 50 anos, principalmente mulheres — e sua origem permanece desconhecida. Na fase inicial, a pessoa pode apresentar problemas de fala e dificuldade de engolir e, com o tempo, vêm a fadiga sem fim e os lapsos de memória. Há ainda relatos de depressão e alterações de humor. Outros sintomas são problemas de bexiga e intestino, visão dupla ou embaçada, falta de equilíbrio e coordenação, rigidez ou formigamento dos membros, além de disfunções sexuais.

Quando a desordem não é progressiva, o tratamento depende de imunomoduladores, drogas que ajudam a suprimir a sede de ataque das células de defesa malucas. Já nos casos mais agressivos, são usados os imunossupressores, que abalam toda a imunidade do paciente. Há médicos, no entanto, que apostam em outras estratégias de controle. O neurologista Cícero Galli Coimbra, da Universidade Federal de São Paulo, por exemplo, defende o tratamento com vitamina D. "Quanto mais baixos os níveis dessa molécula, mais ativa é a doença. Ou seja, as crises se tornam frequentes e aumentam o risco de sequelas", afirma. Para o médico, o déficit da vitamina seria um dos gatilhos do distúrbio.

No campo das promessas, há o transplante de células-tronco, realizado experimentalmente há dez anos pela equipe do imunologista Júlio Voltarelli, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. "Os primeiros resultados indicam que o procedimento evita o avanço da doença em 70% dos casos", conta o pesquisador. Segundo a reumatologista Daniela Moraes, da Unidade de Terapia Imunológica da instituição, foram concluídos cerca de 50 transplantes com essa meta. "A doença não regride, mas um paciente que andava de muleta continua andando de muletas", exemplifica a médica. Um avanço e tanto se pensarmos que seu destino poderia ser uma cama.

Rede preservada
O novo remédio natalizumabe neutraliza a ação das células de defesa agressoras ao impedir sua passagem do sangue para o cérebro

A doença
Na doença, o sistema imune ataca a bainha de mielina, massa esbranquiçada e gordurosa que reveste a cauda dos neurônios. Isso prejudica ou destrói a comunicação da célula com a sua vizinha. Em larga escala, há um comprometimento do sistema nervoso e da comunicação entre o cérebro e o corpo, afetando funções motoras, sensoriais e cognitivas.

A droga em ação
O natalizumabe é injetado na veia e se conecta às células de defesa que atacariam a bainha de mielina. Com essa ligação, os linfócitos não conseguem abandonar os vasos sanguíneos para detonar os nerônios. Isso reduz a inflamação, fenômeno que limita a comunicação entre as células nervosas.

As células-tronco
Tratamento reinicializa o sistema imune para que ele não agrida os nervos

1. O paciente é internado e submetido a sessões de quimioterapia para matar as células do seu sistema imunológico que estavam comprometidas pela doença e atacavam o sistema nervoso.

2. Células-tronco não afetadas por fatores ambientais são retiradas da medula óssea do indivíduo previamente. São essas unidades que, mais tarde, vão se transformar em células de defesa novinhas em folha, sem aquela memória que as incitaria a mirar os neurônios.

3. As células, após um período no laboratório, são devolvidas ao paciente e se multiplicam até formar um novo sistema imune, desta vez não agressivo. O tratamento envolve riscos, já que o paciente fica sem imunidade por um tempo, mas sua eficácia chega a 70%. Mesmo depois do procedimento, os pacientes continuam a tomar medicamentos por segurança.