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terça-feira, 11 de outubro de 2011

PERGUNTE AO SEU MÉDICO - Nova medicação no controle da Esclerose Multipla

Um novo medicamento oral tem sido demonstrado em um estudo clínico de grande dimensão internacional para reduzir significativamente a taxa de reincidência de pessoas com esclerose múltipla e para retardar a progressão da doença.

Os resultados do ensaio de fase 3 do teriflunomide foram publicados no The New England Journal of Medicine.

-Esta pode ser uma terapia segura, eficaz e conveniente para a esclerose múltipla, disse o Dr. Paul O′Connor, o principal pesquisador do estudo e diretor da Clínica de Esclerose Múltipla do Hospital St. Michael em Toronto, a maior e uma das mais ativas clínicas de pesquisa de Esclerose Multipla localizada no Canadá.

A esclerose múltipla (MS) é o mais freqüente transtorno neurológico incapacitante de jovens adultos no Canadá. Nesta condição, o sistema imunológico ataca a bainha de mielina que envolve as células nervosas.
MS tem sido tradicionalmente tratada com drogas injetáveis, que são desconfortáveis de usar e tem efeitos colaterais.
Apenas um outro medicamento oral para MS foi aprovado pela Health Canada e a Food and Drug Administration EUA.

Um ensaio de fase 3 é um estudo randomizado envolvendo um grande número de pacientes em vários centros de saúde que se destina a avaliar a eficácia de um medicamento e de segurança antes de ser aprovada para uso público.

O estudo do Dr. O′Connor envolveu 1.088 pacientes com esclerose múltipla entre as idades de 18 e 55 anos que tiveram pelo menos uma recaída no ano anterior ou, pelo menos, duas recidivas nos últimos dois anos. A recaída é ou o aparecimento de um novo sintoma da doença - tais como fraqueza, dormência, perda da visão - ou um agravamento dos sintomas anteriores que haviam sido estável.

Cada dia, um terço dos pacientes recebeu um placebo; um terço recebeu uma dose de 7 mg de teriflunomide; e um terço recebeu 14 mg. da droga. O estudo durou pouco mais de dois anos.

O estudo encontrou uma redução de 31 por cento das recaídas em pacientes que tomavam a droga - 31,2 por cento para aqueles que tomam 7mg e 31,5 por cento para aqueles que tomam 14 mg.

A droga também aumentou o período de tempo livre de recaídas.

A Progressão da doença também foi reduzida em quase 30 por cento entre aqueles que tomaram a dose de 14 mg.

MRIs mostrou que pacientes que tomaram 14mg de teriflunomide tiveram uma redução de 69 por cento no número de novas anormalidades em seus cérebros causada pelo MS. A redução foi de 48 por cento para aqueles com a menor dose da droga.

Teriflunomide funciona ligando-se a uma enzima que é importante para a síntese de DNA. Que impede a rápida multiplicação de células no sistema imunológico de se dividir e de atacar o sistema nervoso central.

Dr. O′Connor disse que os pacientes nos ensaios clínicos toleraram bem a droga.
Não houve diferença na taxa de efeitos secundários graves entre os pacientes que tomaram o placebo e os que teriflunomide tomando e não houve mortes durante o estudo. Efeitos colaterais que são mais comuns nos grupos teriflunomide foram diarréia, náusea e perda suave de cabelo

Teriflunomide é fabricado pela Sanofi, que financiou o estudo clínico.
Mais estudos estão em andamento para replicar o trabalho do grupo Dr. O′Connor e para determinar a eficácia a longo prazo e segurança do medicamento.

Congressos Medicos , noticias medicas em primeira mão.


Congressos Médicos

domingo, 9 de outubro de 2011


A Esclerose Múltipla

Derretendo-se em pó fino e bege... Perdendo-se dentro de si próprio por conta de algo que ainda não entendeu. Ou entendeu, e finge que não. Ou entendeu e acha que não.  Um nome, um rótulo, de sintomas físicos e psicológicos para ele e para todos nós ao redor.
Entrou num transe permanente que suga para uma depressão quem passar por perto de seus sentimentos.
Aquela certeza, seriedade de brincar, sabedoria de viver se dissolveu em meses seguidos de sofá e notebook, viajando num mar de pixels que parecem ser o refúgio do seu próprio ser.
Ausência nas respostas, nas vidas, nas conversas. Ausência...
No começo era de se esperar que se acostumasse. Dois anos ainda é começo? Mudanças médicas, mudanças psicológicas... Entendo! Só é nostalgico todos os dias para mim, pensar que está vivo, mas ao mesmo tempo não está mais...

Dói vê-la sofrer também. Parece que sofre mais que ele próprio. Parece que sente mais que ele próprio, que está dopado com seu coquetel maluco. Apesar de que ela também está dopada com quase o mesmo coquetel maluco. Os sintomas são quase os mesmos para os dois. Apesar de fisicamente só estar presente nele, psicologicamente é contagioso! Definitivamente é. Fujam para as montanhas!!! Não, não fujam. Fiquem perto. Eles vão precisar de você. Nem que seja só a presença em silêncio. Eles vão precisarhttp://baseadoemideias.blogspot.com/2011/10/esclerose-multipla.html

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Imunossupressão intensiva ou células tronco para esclerose múltipla e doenças imunológicas?


Com a publicação dos resultados dos tratamentos de doses altas de ciclofosfamida e dos mini-transplantes europeus no segundo semestre de 2006, aparece uma questão crucial: O que estará funcionando, a alta dose de quimioterapia ou a circulação de células tronco?
O que existe por trás desta pergunta não é tão complexo. Quando se faz uma dose de uma medicação como ciclofosfamida ou mitoxantrone, ou uma variedade de outros “citostáticos”, o que ocorre é uma agressão a vários tecidos do corpo humano. No caso de uma dose alta de ciclofosfamida, o tecido gastrointestinal é o primeiro agredido, causando as náuseas e vômitos. Depois vem a agressão ao tecido da bexiga, que pode causar a cistite hemorrágica. Depois caem os leucócitos e plaquetas, demonstrando a agressão à medula óssea. Depois vem a queda dos cabelos, evidenciando a agressão ao tecido capilar. Todos estes efeitos são graduados, calculados, e o efeito realmente desejado é o efeito em um grupo de células da medula óssea, os linfócitos, que são somente um dos tipos de leucócitos.
A medula óssea é responsável pela produção de várias linhas celulares, como as células vermelhas e as células brancas do sangue, estas últimas os leucócitos. A medula óssea também produz as plaquetas. Quando se dá uma alta dose de quimioterapia, a medula óssea para de funcionar. Assim como a agressão ao tecido gastro-intestinal ocorre nos primeiros dias, e a cistite hemorrágica vem logo a seguir, a agressão à medula óssea vem ali pelo 10º dia após a administração da ciclofosfamida. Em todos os protocolos em uso atualmente, nesta altura do tratamento é administrada uma medicação que estimula a medula óssea a voltar a funcionar, chamada filgrastim.
Após permanecer alguns dias totalmente parada, a medula óssea subitamente volta a funcionar. Como as células do sangue tinham sido extintas, da mesma maneira que acontece com os cabelos e pelos do corpo, o sangue precisa ser refeito a partir de novas células, ou seja, de células jovens. Estas células jovens saem aos milhões da medula óssea, e circulam pelo corpo da pessoa, podem ser medidas em exames, e podem ser colhidas em um procedimento que se faz em bancos de sangue. Estas são as células tronco hematopoiéticas, ou células tronco do sangue. Quando elas são coletadas e guardadas, podem ser reinjetadas no paciente após uma quimioterapia ainda mais intensa. Este segundo procedimento, a quimioterapia ainda mais intensa e a injeção das células tronco do próprio paciente, anteriomente coletadas, é o chamado trasnplante autólogo de células tronco.
O conhecimento médico estabelecido é que o efeito deste procedimento é devido à alta dose de quimioterapia, ou seja, ao grande efeito imunossupressor da quimioterapia. Digamos que no pré-transplante este efeito é xis, e no transplante inteiro é 3xis ou 4xis.
Porém, tanto no nosso caso que se curou com uma dose acidental de ciclofosfamida como em vários casos submetidos ao transplante e ao pré-transplante, para grande surpresa da comunidade neurológica internacional, tem se observado uma melhora de função neurológica. Uma certa proporção dos pacientes tem melhorado de déficits neurológicos de uma maneira antes não vista em Medicina. Pelo conhecimento neurológico estabelecido, isto não deveria ocorrer. A imunossupressão deveria simplesmente estabilizar a doença, que é o que nós dizemos aos pacientes que é o objetivo do tratamento.
Porém, existe uma proporção de pacientes que realmente melhoram, clinicamente e com o desaparecimento de lesões na ressonância magnética. Todos nós temos encarado estes fatos com cuidado, e temos evitado fazer alarde. Somente a imunossupressão não deveria causar melhora de função neurológica. Então, alguns pesquisadores desta área, conversando em sessões de debates em congressos, tem mencionado a possibilidade de que esta melhora possa de alguma maneira ser relacionada com a circulação de células tronco hematopoiéticas.
A questão tem conseqüências práticas na escolha exata de protocolos de tratamento, e conseqüências científicas, obviamente muito importantes. O tempo deverá responder.
Imunossupressão intensiva ou células tronco para esclerose múltipla e doenças imunológicas?
Prof. Dr. Paulo Rogério M de Bittencourt, PhD

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ciclofosfamida x "EM"


Ciclofosfamida é o tratamento mais comum de esclerose múltipla grave na França

Ciclofosfamida é o tratamento mais comum de esclerose múltipla grave na França
A neuromielite óptica, antigamente chamada de síndrome de Devic, é uma doença imunológica associada à esclerose múltipla. Já há muito tempo os neurologistas sabem que este nome, “esclerose múltipla”, na verdade deve incluir uma pequena série de doenças um pouco diferentes entre si, que terão aspectos similares na sua origem, na sua natureza, ma talvez tenham detalhes do mecanismo da doença um pouco diferente. Assim, formas mais leves da doença, a chamada esclerose múltipla benigna, está aos poucos sendo definida. Também a forma chamda de “pediátrica”, que ocorre entre a pré-adolescência e a juventude. Claro, já há muito tempo se separam as formas clínicas de esclerose múltipla em 3 tipos principais: recidivas e remissões (também conhecida como R-R, em inglês e português); progressiva crônica e progressiva primária. A diferença entre as duas progressivas é que a progressiva primária já começa progressiva, e a crônica começa depois de alguns anos com recidivas e remissões, as “crises” da esclerose múltipla.
A neuromielite óptica é que vem sendo separada destas todas nos últimos anos. Classicamente, até em torno de 10 anos atrás, os neurologistas faziam este diagnóstico em raros casos, muito graves, de pacientes que tinham um curso monofásico. Ou seja, uma doença de uma ou duas crises graves, piores do que usualmente se vê em esclerose múltipla. Pessoas que tinham uma grande crise de desmielinização, com perda visual ou paraplegia graves e definitivas, que não melhoravam mais. Em mais de 20 anos de convívio diário com esta doença em vários países diferentes, eu podia contar nos dedos das mãos os pacientes que poderiam ter este diagnóstico.
Porém, as coisas em Medicina, como em qualquer ciência, mudam conceitualmente de uma maneira muito mais importante do que tecnológicamente. Um exame de sangue, de anticorpos anti-aquaporina, foi descoberto há alguns anos na Mayo Clinic, e mudou todo o raciocínio clínico em torno da grande população que sofre de esclerose múltipla.
Mudou o conceito clínico, pois logo este exame imunológico demonstrou-se positivo em um grupo mais amplo de pacientes do que aqueles que a Neurologia antes reconhecia como neuromielite óptica, e o epônimo Devic foi definitivamente abandonado. O exame passou a ser um marcador de pacientes portadores de uma forma grave de esclerose múltipla. Este simples fato é uma verdadeira revolução na Medicina, pois em Neurologia e Psiquiatria os diagnósticos são sempre clínicos, indiretos, dependentes de múltiplos exames e avaliações, e de muita experiência clínica de médicos especializados. É o caso de doenças como Alzheimer, Parkinson, esquizofrenia, doença bipolar, enxaqueca, epilepsia. Identificar uma doença com um simples exame de sangue é uma grande novidade.
Em poucos anos os neurologistas precisaram aprender a diagnosticar estes casos rapidamente, a nova síndrome clínica da neuromielite óptica, pois as perdas visuais e as deficiências motoras de envolvimento medular são rapidamente progressivas. Em geral não há tempo para esperar o resultado do exame de sangue. E passaram a ver muito mais casos do que viam em décadas recentes.
Até hoje, pela rapidez da evolução da mudança dos conceitos nesta área, não foram realizados estudos epidemiológicos importantes sobre neuromielite óptica, especialmente desde que foram desenvolvidos os novos critérios de diagnóstico em 2006. Ou seja, existem poucos estudos que indiquem qual a frequência da doença na população em geral, qual a frequência entre os portadores de esclerose múltipla, qual a distribuição nos sexos e nas idades. Existem estudos que indicam a experiência de certos centros especializados, mas não estudos epidemiológicos. Alguns neurologistas já desenvolveram uma experiência pessoal e podem até achar que identificam estes pacientes logo de início, mas estamos todos em uma rápida curva de aprendizado.
Neste artigo da revista Neurology, neurologistas de vários hospitais da França descrevem um grupo de 125 pacientes, com resultados de história e de exames clínicos, investigações laboratoriais, de ressonância magnética, e de evolução da incapacidade física e visual.
O estudo foi observacional, retrospectivo e multicêntrico, coletando dados entre setembro de 2007 e agosto de 2008. Os pacientes foram selecionados utilizando arquivos hospitalares e um questionário clínico específico para neuromielite óptica. Na prática, então, os investigadores de vários hospitais franceses identificaram 200 casos através de prontuários em 25 hospitais; neste grupo, acharam 125 com neuromielite óptica; depois avaliaram os dados de prontuários destes pacientes para um ano antes de 31 de agosto de 2008.
Neste grupo, a idade média de início da doença foi de 34 anos, variando entre 4 e 66 anos de idade. O tempo médio de duração da doença foi de 11 anos. 87% dos pacientes eram brancos caucasianos. Haviam 3 mulheres para cada homem. Em 90% dos casos a associação de neuropatia óptica, mielite longitudinal extensa e uma ressonância inicial negativa foi suficiente para fechar os critérios de diagnóstico. 93 pacientes, ou 74%, tiveram ressonância magnética de crânio normal durante todo o estudo.
80% foram tratados com terapias imunossupressivas. O tempo médio entre o início da doença e atingir o grau 4 na escala de inabilidade de Kurtzke foi de 7 anos; para atingir o escore 6 foi 10 anos; para atingir o escore 7, 21 anos. 4 pacientes morreram durante o ano de estudo, 2 devido a lesões disseminadas de tronco cerebral, 2 devido a doenças não neurológicas. Estes casos não foram especificados, mas a sugestão que fica é que sejam de complicações do tratamento.
O primeiro episódio de mielite foi seguido de um escore de 4 em 37% dos casos. Perda visual grave foi observada em 22% dos casos após um primeiro episódio de neurite óptica. Análise multivariada não revelou outros previsores de uma má evolução além de um grande número de lesões cerebrais na ressonância, que preveram uma perda visual de 1/10.
Durante o tratamento pacientes receberam em média 2 tipos de medicação imunossupressora ou imunomoduladora:
· ciclofosfamida (26%)
· micofenolato mofetil (20%)
· interferon beta (16%)
· azatioprina (14%)
· mitoxantrone (12%)
· acetato de glatiramer (3%)
· rituximab (2,5%)
· metrotexate (2%)
· natalizumab (1,5%)
· outros tratamentos (3%)
O tempo médio do início dos sintomas para o primeiro tratamento foi de 5 anos, dividido em 3 grupos:
· tratamento imunossupressor endovenoso em 52 casos (49%)
· tratamento imunossupressor oral em 34 casos (32%)
· tratamento imunomodulador em 20 pacientes (19% dos casos)
Em 8 pacientes nenhum tratamento havia sido iniciado 5 anos após início dos sintomas. Os autores não fizeram nenhuma comparação entre os estudos, porém notaram uma associação muito próxima entre a gravidade da doença e a agressividade do tratamento. Assim os casos mais graves receberam o tratamento imunossupressor endovenoso, os de moderada gravidade receberam imunossupressão oral, e os mais leves receberam os imunomodulares, ou nenhum tratamento.
Este artigo demonstra a muito maior frequência atual do diagnóstico de neuromielite óptica do que nós neurologistas fazíamos há muito poucos anos atrás. Em termos muito gerais, o diagnóstico é feito em portadores de uma doença óptica, mas com muito maior frequência de uma doença medular, de evolução sub-aguda, progressiva e grave. Nestes casos, o neurologista se sente obrigado a iniciar um tratamento imunossupressor de maior intensidade, ou de intensidade real, previsível, confiável, utilizando uma ferramenta conhecida como a ciclofosfamida. Uma parte destes pacientes, os de sintomatologia medular, está vindo de um grupo que antes eram diagnosticados como esclerose múltipla cronicamente progressiva, ou mesmo progressiva primária. Nestes, a ciclofosfamida emerge como a ferramenta antiga, previsível, com a qual muitos profissionais adquiriram boa experiência.
Tradução, comentários e adaptação:
Prof. Dr. Paulo Rogério M de Bittencourt, PhD
· Full Member of Brazilian Academy of Neurology
· Corresponding Fellow of the American Academy of Neurology
· Member of the European Neurological Society
· Member of the Medical Council of the Brazilian MS Society

Neuromyelitis optica in France: A multicenter study of 125 patients
N. Collongues, MD et al. Department of Neurology, University Hospital of Strasbourg, 1,
67091 Strasbourg, France
Neurology 2010; 74:736–742

domingo, 2 de outubro de 2011

Substância inibe o crescimento anormal e função de células T que dirigem o sistema imunológico para atacar sistema nervoso central

O Dr. Michael Demetriou, Ani Grigorian e outros pesquisadores da Irvine UC , nos Estados Unidos, descobriram que aN-acetilglicosamina (GlcNAc), é semelhante à glucosamina amplamente disponível, porém mais eficaz. Ela inibe o crescimento anormal e função de células T, que dirigem o sistema imunológico para atacar e quebrar tecidos do sistema nervoso central que isola os nervos.
No início deste ano, Demetriou e seus colegas descobriram que fatores de risco ambientais herdados e associados com MS convergem para afetar como açúcares específicos são adicionados às proteínas que regulam a doença.
"Este suplemento à base de açúcar corrige um defeito genético que induz as células a atacar o corpo, fazendo terapia metabólica uma abordagem racional que difere significativamente dos tratamentos atualmente disponíveis." , disse Demetriou, professor associado de neurologia e genética molecular
Praticamente todas as proteínas na superfície das células, incluindo células do sistema imunológico, tais como células T, são modificadas por moléculas de açúcar complexas de tamanhos variáveis ??e composição. Estudos recentes têm relacionado alterações nestes açúcares com a hiperatividade nas células T e doenças auto-imunes.
Em modelos de ratos, Demetriou e sua equipe descobriram que a GlcNAc administrada por via oral para aqueles com fraqueza nas pernas suprimiram a hiperatividade da T-cell e resposta auto-imune, aumentando a modificações de açúcar para as proteínas de células T, invertendo assim a progressão para a paralisia.
O estudo mostra o potencial de GlcNAc em seres humanos. Oito entre as 12 crianças resistentes ao tratamento da doença intestinal inflamatória auto-imune melhoraram significativamente após dois anos de terapia GlcNAc. Sem graves efeitos colaterais adversos observados.
"Juntos, estes achados identificam uma terapia metabólica baseada no uso de suplementos alimentares, tais como o GlcNAc como um possível tratamento para doenças auto-imunes", disse Demetriou, diretor associado do Centro de Esclerose da UC Irvine. "A excitação sobre esta estratégia deriva de um novo mecanismo que afeta a função das células T e auto-imunidade delas."
Ele advertiu que mais estudos com humanos sejam necessários para avaliar o potencial da abordagem. Suplementos com GlcNAc estão disponíveis ao balcão e diferem de glucosamina comercializada. Pessoas devem consultar seus médicos antes de usar o GlcNAc.


Ciência e Tecnologia
http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/21385/ciencia-e-tecnologia/suplemento-suprime-ataques-relativos-a-esclerose-multipla-diz-pesquisa

RUTH ESCOBAR


A situação é mais triste ainda, pelo fato dela possuir patrimônio e não receber os cuidados necessários… ABSURDO!
RUTH ESCOBAR
Primeiro foi o Alzheimer, que pouco a pouco se apropriou da memória de Ruth Escobar, 75. A atriz e produtora cultural luso-brasileira foi fundamental para o desenvolvimento do teatro moderno do país. Concebeu, entre outras obras, o primeiro festival internacional do gênero, apresentando ao país o trabalho de Bob Wilson e Jerzy Grotowski, entre outros encenadores de prestígio mundial.
A artista foi diagnosticada com a doença em 2000, um ano antes de criar uma versão de “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões, seu último trabalho nos palcos, como produtora.
Agora é a memória de seu legado cultural que, segundo Inês Cardoso, uma das filhas de Ruth Escobar, está em deterioração. Cardoso aponta negligência na administração do patrimônio da artista, que ficou a cargo do escritório de advocacia Pinheiro Sales após determinação da Justiça, há cerca de cinco anos. “Programas de espetáculos, folhetos, fotos, está tudo estragando por conta de umidade e sujeira em uma das casas da minha mãe, na rua Treze de Maio”, diz Inês à Folha.
“Está tudo caindo aos pedaços. Tive que brigar para convencer a curadora a trocar o piso de madeira do terraço. No estado em que estava, poderia machucar alguém”, completa.
O escritório foi procurado pela Folha, mas nenhum de seus advogados se manifestou. Segundo foi informado, apenas a advogada Marília Bueno Pinheiro Franco pode responder pelo caso. No momento, segundo o escritório, ela está inacessível, numa viagem.
Inês visita a mãe toda as manhãs. Conta que Ruth Escobar está bastante debilitada. “A doença começou a se alastrar a memória. No início, minha mãe esqueceu o repertório das palavras. Há pouco tempo, também desaprendeu a mastigar.”
Segundo diz, há seis meses, com o Alzheimer em estado avançado, a artista deixou de sair de casa e, há cerca de quatro meses, depois de levar um tombo, Ruth Escobar pouco se levanta da cama. “Ela está mais magrinha, perdeu a tonicidade dos músculos”, explica a filha.
Inês se comunica com a mãe colocando canções de Edith Piaf ou Billie Holiday para ela escutar. “Não sei dizer se ela me reconhece. Nunca vou saber”, diz.
FACEBOOK
Nesta quarta (28), outra filha de Ruth Escobar, Patrícia, postou no Facebook uma foto da mãe, debilitada, com mensagens sobre o tratamento dispensado a Escobar e aos herdeiros.
“A Dignidade de uma Senhora, que fez tanto pela cultura e pela Politica Cultural e direitos das minorias..hoje ela sequer tem plano de Saúde ou um Médico que a acompanhe..é apenas atendida pelo Sus..enquanto isso..os que detem suas contas….”
“preciso é de um Promotor Publico..sério…!!”, “um Promotor..que queira ler o caso..o processo..e me explique porque ainda não foi julgado..por que tudo isso tem que acontecer..?? Por que ela esta sem plano de saúde e sem um médico dos bons a acompanhando..e a curadora paga 2000 reais po…r mês à uma secretaria particular..que tem emprego na secretaria de cultura do municipio de São Paulo..e só aparece duas vezes por mes por lá..e leva esses 2000 reais..e mamãe não tem plano de saúde?? e por que não tem enfermeiras formadas..só cuidadoras..e por que manter-la naquela mansão que esta caindo aos pedaços..pois não tem manutenção devida..e não a colocam em uma excelente clinica especializada..?? eu sei..eles querem a herança…eu sei disso tudo..tá tudo no processo..sete volumes..e nada de julgamento..e vistas grossas..vistas que não querem ver..!! Os poucos que defendem meus meio irmãos…com certeza tem uma conta bancária mais gorda..eu digo..follow the money..e as mascaras cairão..!”
“entrei com a interdição em maio de 2006..e ela foi diagnosticada em 2000…desde lá a casa vem caindo..e eu não sou golias..sou Davi..mas..cadê minha pedra??”
“é preciso divulgar..partilhar esse escândalo..passar adiante..os políticos sumiram..os amigos também…só ficaram umas serpentes bem venenosas..por perto..que ainda reforçam a atitu…de dos meus meios irmãos..pessoas que me deixam com uma pulga atras da orelha..penso que essa gente também esta recebendo propinas..pra os defender..numa conspiração para que ela não possa suportar muito e faleça brevemente..eles querem partilhar a herança..esquecem-se que eu não assino nada..nem agora nem depois..antes que me mostrem aonde foi para todo o dinheiro e por que ela esta neste estado..quero justiça..quero que eles paguem nos termos da lei..por tão grande abuso e maldade..e preciso de ajuda para que agora consiga tirar-la da custódia deles e colocar-la em uma clínica descente e com médicos e enfermeiras..isso é Urgente..pois acho que do jeito que esta ela não sobrevive por muito tempo..”
Interior da casa da atriz e produtora cultural Ruth Escobar na av. Treze de Maio, em SP; família aponta negligência.
fonte: Folha.com

domingo, 25 de setembro de 2011

MUSICOTERAPIA


MUSICOTERAPIA-ESCOLA DE MÚSICA-INC-UFMG NO CENTRO DE INVESTIGAÇÃO EM ESCLEROSE MÚLTIPLA- CIEM-HC-UFMG

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MUSICOTERAPIA-ESCOLA DE MÚSICA-INC-UFMG NO CENTRO DE INVESTIGAÇÃO EM ESCLEROSE MÚLTIPLA- CIEM-HC-UFMG 
Profa. Dra Cybelle Loureiro
cybelle.loureiro@musica.ufmg.br
O atendimento de musicoterapia nas patologias de origem neurológica busca investigar o impacto do estímulo musical, percebido ou produzido, como elemento mediador de respostas não musicais afetivas, cognitivas, sensoriais e motoras. Através da terapia de grupo estudamos desde 2006 os efeitos dessa forma de atendimento clínico na qualidade de vida geral dos nossos pacientes portadores de esclerose múltipla, neurite óptica e neuromielite óptica. Buscamos promover comportamentos sensíveis de mudanças na auto-estima e autoconfiança dos nossos pacientes que são praticados em exercícios individuais ou interativos, integrados à música seja pela escuta ou através do uso de vários instrumentos musicais. Uma das perguntas mais comuns sobre musicoterapia é se o paciente necessita saber música para fazer musicoterapia. A resposta é não. Para realizar o tratamento é necessário somente que o paciente expresse o desejo de ser ajudado. Os atendimentos são realizados todas as segundas-feiras das 9 horas às 11h30min, no Laboratório do Movimento da Escola de Medicina da UFMG. Inclui a participação dos alunos estagiários e alunos bolsistas do Curso de Musicoterapia da Escola de Música da UFMG, na observação e aprendizagem nos atendimentos da musicoterapeuta responsável Profa. Dra Cybelle Loureiro. 

Referencias:
http://www.ciem.com.br/?o=pesquisas
http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/ECJS-7YUGLQ/1/cybelle_maria_veiga_loureiro.pdf